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Notícia

Albaugh realiza 1º Encontro de Parceiros Estratégicos em São Paulo



Data: 28/11/2017


Com eficiência operacional, Albaugh reduzirá custos do agricultor na compra de defensivos, diz presidente

Companhia que chegou ao Brasil em 2016 realiza encontro com parceiros estratégicos e aposta na reinvenção do mercado de agroquímicos genéricos

 

São Paulo (SP) – Reunido na cidade de São Paulo com um grupo de 20 distribuidores de defensivos agrícolas das regiões-chave do agronegócio, o presidente da Albaugh Brasil, Renato Seraphim, disse que a companhia de origem americana mira a fatia de 4% do mercado local de agroquímicos até 2021, para se posicionar entre as 10 principais empresas do setor. A estratégia de ação da Albaugh, informou ele, será ancorada na eficiência operacional, ampliação do portfólio e na distribuição de insumos da marca através de revendas.

“A comercialização de nossos produtos passa a ser feita exclusivamente pelo distribuidor. Deixamos de atuar na modalidade venda direta”, antecipou Renato Seraphim a sócios e diretores de empresas como Agromave, I.Riedi, Semear, Pantanal Agrícola e outras. Sediada no meio-oeste americano, a Albaugh atua focada no mercado de agroquímicos genéricos. A companhia chegou ao Brasil no ano passado, após a aquisição das fabricantes Atanor e Consagro.

“A aceitação dos genéricos no Brasil é crescente. Se não aumentarmos a oferta desses produtos a rentabilidade do agricultor será cada vez mais comprometida”, enfatizou Seraphim no evento. O executivo lembrou, por exemplo, que nos últimos 15 anos a produtividade da soja saltou 28%, enquanto o custo de produção das lavouras aumentou 178%. 

“Nós vendemos produtos que irão ajudar o produtor a ganhar dinheiro. Quanto mais eficiente formos na tarefa de levar ao campo as tecnologias de qualidade, entregues na hora certa, maior será a confiança nos genéricos”, destacou Seraphim.

Junto ao diretor comercial da Albaugh, Paulo Tiburcio, ele divulgou ainda que a empresa prioriza ampliar o portfólio de produtos para as culturas de cana-de-açúcar, soja e algodão, além de aumentar a participação de mercado da linha de fungicidas multissítios da empresa - formulada à base de cobre - na sojicultura.

Segundo Seraphim, a resistência do fungo causador da ferrugem asiática aos chamados produtos sistêmicos fará com que até 2022 pelo menos 80% da área da soja brasileira, cerca de 100 milhões de hectares, venha a ser tratada com fungicidas multissítios “Fungicidas multissítios não são moda, vieram para ficar”, endossou o engenheiro agrônomo Fabiano Siqueri, da Fundação MT. Especialista em manejo integrado da soja, ele foi convidado pela Albaugh para falar sobre o avanço da ferrugem asiática e os impactos econômicos da doença.

Para Jonas Assmann, sócio proprietário da revenda Pantanal Agrícola, com oito unidades nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a baixa rentabilidade das lavouras brasileiras tende a elevar a procura do agricultor pelos produtos genéricos. “O produtor tem buscado preço. Sua procura é pelo ingrediente ativo, por isso o mercado de genéricos é crescente. A estratégia da Albaugh certamente trará condições para o distribuidor ser mais competitivo”, declarou o empresário.

O CEO do grupo Agromave, Marcos Antônio Camargo, avalia que o mercado brasileiro de genéricos está consolidado e concentra oportunidades de expansão, citando o caso dos fungicidas multissítios para soja. “A Albaugh traz um novo modelo de negócios ao mercado, formando com o distribuidor uma única empresa. Essa filosofia ampliará o conhecimento do agricultor sobre genéricos e resultará na oferta de um leque de soluções customizadas”, diz Camargo. A Agromave conta com 12 revendas no entorno da BR-163, no Estado de Mato Grosso.

De acordo com Renato Seraphim, no ano passado a Albaugh foi uma das empresas que mais cresceram no mercado brasileiro de defensivos agrícolas – saltou de 1,5% para 2,4% em share, enquanto o setor teve declínio de 1% nas vendas. A companhia deverá elevar seu faturamento deste ano para US$ 230 milhões, ante US$ 150 milhões de 2016 (+ 53%). Até 2021, o objetivo é chegar a US$ 500 milhões, cifra hoje equivalente a 25% do negócio global da companhia.