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Marcelo Quaglio
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Consolidação abre espaço para crescimento do mercado de produtos genéricos

Consolidação abre espaço para crescimento do mercado de produtos genéricos, diz presidente da Albaugh Brasil

Com passagem por grandes empresas de defensivos agrícolas antes de assumir à Presidência da Albaugh Brasil, companhia emergente no mercado de agroquímicos genéricos, o engenheiro agrônomo Renato Seraphim entende que as fusões recentes entre megacorporações do setor tendem a impulsionar o desempenho dos produtos pós-patente no País. A Albaugh foi a empresa que mais cresceu nesse mercado pelo segundo ano consecutivo, com aumento de share de 1,5% para 2,4% em 2017 e receitas de US$ 200 milhões.

Para o executivo, a concentração do mercado de especialidades abre espaço para o surgimento de novos players no segmento de genéricos, ao mesmo tempo que o agricultor revela mudanças de comportamento e quebra antigas resistências quanto à aceitação de insumos pós-patente. “O produtor hoje sabe que dispõe de agroquímicos pós-patente com qualidade e eficiência idênticas às dos ofertados pelas chamadas grandes empresas”, avalia Seraphim.

“Por mais que o desenvolvimento de novas tecnologias se faça necessário, as indústrias de especialidades repassam ao agricultor o custo de sua pesquisa, e esse fator tem aumentado significativamente o desembolso do campo com os defensivos agrícolas”, acrescenta Seraphim. Segundo ele, dados reunidos pela consultoria brasileira Markestrat demonstram que nos dias de hoje o produtor de soja do País destina 20% de seu investimento na safra aos defensivos, ante 7% desembolsados pelo agricultor argentino e 5% do americano.

“O custo do produtor brasileiro com a compra de defensivos aumenta acima do suportável. No caso da soja, a elevação acumulada de preços nos últimos 18 anos foi de 234%, enquanto a produtividade das lavouras subiu apenas 28% no mesmo período”, compara Seraphim.

Para chegar à meta de faturar US$ 500 milhões no Brasil até 2021, e globalmente situar-se entre as 10 maiores empresas de agroquímicos, a Albaugh aposta forte na estratégia de reduzir custos ao agricultor, além de ampliar sua plataforma de genéricos. A unidade brasileira quer ainda saltar dos atuais 9% para 25% de participação nos negócios da companhia no mundo.

Com base em estudo da consultoria internacional Ibisworld, Seraphim projeta que no prazo de cinco anos 80% do portfólio de agroquímicos disponível no Brasil será formado por genéricos. Até lá, diz o executivo, pelo menos duas dezenas de compostos hoje vendidos como especialidades perderão patentes, abrindo oportunidades de negócios da ordem de US$ 8 bilhões.

Seraphim ressalta que a tendência de avanço dos defensivos genéricos no mercado brasileiro já é percebida em diferentes levantamentos do setor. “Cerca de quatro anos atrás as grandes empresas representavam 70% do mercado; hoje, essa proporção é de 65%. Em volume, a participação dos genéricos é agora de quase 80%” enfatiza.

Fortiori e fármacos – Seraphim atribui o rápido crescimento da Albaugh Brasil à oferta de agroquímicos de qualidade a preços competitivos, bem como ao fato de a empresa não trabalhar com vendas diretas, privilegiando parcerias com os distribuidores. Esse modelo de negócios é possível somente por conta do baixo custo operacional que delineia a atuação global da Albaugh, explica o executivo.

“A indústria de defensivos genéricos pode fazer pelo agricultor o que os medicamentos genéricos fizeram pelo consumidor, ou seja, empurrar para baixo os preços de produtos de forma geral”, sustenta Seraphim. No mercado farmacêutico, compara ele, o advento dos medicamentos pós-patente pesou na redução, à metade, do preço de um grande número de medicamentos de referência.

Ainda de acordo com Seraphim, na medida em que aumentar o número de registros concedidos a produtos genéricos pelos órgãos reguladores brasileiros, o impacto na redução dos preços de agroquímicos será mais representativo. O executivo revela que a Albaugh tem hoje cerca de 20 novos produtos em análise no Brasil, com a expectativa de lançá-los nos próximos três anos nos mercados de soja, cana-de-açúcar e milho, incluindo fungicidas e insumos para tratamento de sementes, entre outros.

Serão estrelas do portfólio da empresa, prevê Seraphim, um grupo de fungicidas multissítios à base de cobre, voltados ao manejo de resistência do fungo causador da ferrugem da soja e o novo Fortiori. Este, desenvolvido em parceria com a britânica Plant Impact, constitui um nutriente foliar que chegará com a proposta de pôr fim aos problemas de fitotoxicidade da soja transgênica causados pela combinação entre o manganês e o glifosato.

Fundada nos Estados Unidos, em 1979, a Albaugh está presente no mercado brasileiro desde 2015, quando adquiriu as empresas Atanor e Consagro. A companhia mantém uma unidade industrial na cidade de Resende (RJ), com capacidade para produzir 10 mil toneladas de fungicidas à base de cobre por ano, além de 54 milhões litros de herbicidas. Seu atual portfólio é formado por 26 ingredientes ativos, com destaque para as marcas Glifosato Atar, Glifosato Atanor, Preciso, Recop, Cobre Atar e Reconil, entre outras.

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AGRO NOTÍCIAS

Cobertura lançamento Reconil | Sucesso no Campo

No dia 14 de agosto a Albaugh trouxe ao Hotel Intercity uma equipe de jornalistas para o lançamento em primeira mao do RECONIL para a cultura da Soja. Representando a empresa estavam Paulo Tibúrcio (Dir. Comercial & Marketing), Reginaldo Sene (Head de Portfólio e Desenvolvimento), Daniel Friedlander (Ger. de Marketing) e Guilherme Reis (Coord. De Comunicação). Como parte importante dos meios de comunicação, o Canal Sucesso no Campo, programa dedicado ao agronegócio, realizou uma matéria sobre o lançamento do Reconil para a Soja em seu canal no youtube.

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Dennis Albaugh - fundador

Renato Seraphim - Presidente da Albaugh Brasil

Fábrica Resende - Brasil

Ypê Florido - Fábrica de Resende

Renato Seraphim - presidente da Albaugh Brasil - Crédito: Calino